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Como a pandemia de Coronavírus afetou o consumo de energia elétrica no Brasil?

16 / 06 / 2020 Fique por Dentro

Nas últimas semanas o nosso cenário cotidiano mudou radicalmente: serviços não essenciais foram limitados, passamos a viver e ouvir sobre distanciamento social e ficamos mais tempo em casa. Um dos impactos foi a queda no consumo de energia elétrica em nosso país, principalmente pela baixa produção das indústrias. Tivemos uma redução de 14% no consumo de energia no mês de abril, mas a redução calculada para o ano varia de 5 a 12%.

Quando falamos em números exatos, em abril o consumo de energia elétrica residencial registrou crescimento de 9,9%. Por outro lado, segundo a Energisa, as classes industrial e comercial tiveram queda do consumo de energia de 17,4%.

A matriz energética brasileira é uma das mais sustentáveis do mundo, com alto percentual de renováveis na sua geração. Com a quarentena que vivemos atualmente, estamos mais em casa e indústrias, serviços e comércios demandam menos energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), órgão que faz a gestão da demanda de energia elétrica em todo o território nacional.

Dessa forma, as usinas hidrelétricas têm uma folga e podem ser menos acionadas, pois respondem por 60% da produção de nossa eletricidade. A demanda de energia para esse período do ano é o menor em 8 anos, levando o consumo a patamares de 2012.

Quais os impactos do menor consumo de energia elétrica ao meio ambiente?

Esta redução na geração de energia garante que o volume de água seja mais alto nas hidrelétricas. Neste ano de 2020, até o fim de abril, as represas do Sudeste e Centro-Oeste estavam com 70% da capacidade máxima, enquanto nos anos anteriores a reserva era de 55% do volume. Esta quantidade extra de água garante a segurança hídrica para o abastecimento de cidades, indústrias, agricultura e geração de energia mais adiante.

Menor necessidade de geração de energia também significa que as usinas termoelétricas, que são movidas a carvão mineral e óleo, sejam menos usadas. Este tipo de usina tem a função de suprir grande necessidade de energia, pois tem o custo de geração mais alto e menos poluentes são emitidos para a atmosfera, garantindo um ar mais puro para respirarmos e redução das mudanças climáticas.

E nós, consumidores, teremos quais efeitos?

Um dos primeiros efeitos com a pandemia foi a diminuição de muitos serviços, sendo assim a fatura de energia elétrica pode ser emitida sem a leitura direta no relógio, mas baseada na média de consumo dos últimos 12 meses, o que pode deixar a conta um pouco mais cara nessa época do ano.

Outro fator a se considerar é que a falta de energia é preocupante para o país manter o seu desenvolvimento, mas energia sobrando também têm impactos:

  1. A nossa conta pode ficar mais alta, pois o governo precisa subsidiar a energia produzida, mesmo que não consumida;
  2. O investimento em novas usinas de produção vai ser mais lento, pois a demanda cresce em ritmo devagar;
  3. Reservatórios cheios diminuem as chances de bandeira tarifárias nas contas de luz.

Energia elétrica é um serviço essencial e não podemos pesquisar fornecedores. Os reflexos da pandemia para este setor podem ser, também, devastadores para os consumidores e, outras fontes de energia, como a solar, ainda sofre entraves para chegar à população mais carente. Novos desafios a perseguir nos próximos meses.

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