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Danos ambientais causados pelos fogos de artifício

30 / 12 / 2019 A Eco Response

Cada família, grupo de amigos e, até mesmo, cada país tem suas próprias tradições para o réveillon. Alguns gostam de reunir apenas os mais próximos, outros preferem as tradicionais festas que acontecem em clubes. Entretanto, um costume parece ser unânime entre as diferentes culturas e religiões: a queima de fogos de artifício.

Apesar de ser considerado por muitos um belo espetáculo e uma tradição, essa prática causa diversos danos para o meio ambiente, sendo o mais conhecido a poluição sonora gerada pelo estouro que afeta a animais, idosos e crianças pequenas. Mas além do barulho, os componentes emitidos na atmosfera durante a queima também geram outros tipos de poluição, sobre os quais falaremos a seguir.

 

Mas antes, uma breve história sobre a origem dos fogos

Os primeiros fogos de artifício surgiram antes mesmo da pólvora, seu principal componente, ser acidentalmente descoberta por um alquimista chinês. Para espantar os maus espíritos, os chineses jogavam nas fogueiras de comemorações e festivais pedaços de bambu ainda verde, gerando pequenas explosões.

Com a criação da pólvora, esses pedaços começaram a ser preenchidos com o pó negro antes de serem jogados ao fogo, aumentando seu poder de explosão. Ao longo dos séculos, essa prática foi difundida ao longo do oriente até finalmente chegar a Europa através do comércio com gregos e árabes.

 

Fogos de artifício e o Brasil

Atrás apenas da China, o Brasil é o segundo maior fabricante de fogos de artifício no mundo. No país, eles podem estar inseridos em quatro categorias de acordo com o nível de pólvora usado na fabricação, sendo A para os mais leves e sem estampido e D para baterias e morteiros.

Devido ao desconforto gerado pelo barulho das explosões, em março desse ano a Comissão Ministério de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou a proibição do uso e comercialização de fogos de artifício com estampido ou estouro em áreas públicas ou privadas, abertas ou fechadas. Embora o Projeto de Lei 6.881/17 seja um avanço, ele não prevê a redução dos danos ambientais causados pela queima dos fogos.

 

Impacto ambiental dos fogos de artifício

Como explicado anteriormente, o barulho gerado pela explosão dos fogos tem forte impacto nos animais, não somente domésticos, mas também silvestres. Na busca por um abrigo seguro e afastado do barulho, muitos pássaros abandonam seus ninhos enquanto outros animais podem ser vítimas de atropelamentos por invadirem estradas e avenidas de alto movimento.

A própria queima é outro ponto de preocupação durante esse período. Um estudo realizado na Índia indicou que a concentração de substâncias contaminantes no ar pode aumentar em torno de 71,6% após a finalização da queima de fogos de artifício. Entre essas substâncias, está o “carbono negro”, ou “fuligem”, que foi apontado como um dos principais agravantes para o aquecimento global.

Infelizmente, o Brasil ainda não conta com estudos relevantes sobre o impacto causado pela queima de fogos no meio ambiente. Entretanto, a alteração no padrão das chuvas após as grandes queimas, como a de Copacabana de Réveillon, vem despertando o interesse de pesquisadores.

 

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