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O desafio do descarte correto dos resíduos de vacinação contra a Covid-19.

02 / 03 / 2021 Fique por Dentro

Dezembro de 2020 foi marcado com o início da vacinação contra a Covid-19, fato mais aguardado pela humanidade. Sabemos que o desafio de vencer a pandemia só será concretizado quando vacinarmos massivamente a população mundial, uma campanha de vacinação sem precedentes e que deverá chegar a todos os cantos da Terra. 

Mas além do desafio de produção e logística da vacina, como iremos garantir o descarte correto dos resíduos de vacinação? 

Até o fim de fevereiro, mais de 6.5 milhões de pessoas já haviam sido vacinadas somente no Brasil contra o coronavírus, no mundo a conta já passa de 239 milhões de pessoas com o imunizante. O número é baixo, mas se passaram apenas dois meses do início das vacinas, 2021 será um ano de grandes campanhas de vacinação ao redor do globo. 

O Brasil gera anualmente 253 milhões de toneladas de resíduos de saúde (dados de 2019, antes da pandemia), mas apenas 64% desse total recebe um tratamento adequado e, posteriormente, um descarte ecologicamente correto: micro-ondas, incineração ou autoclave. Mais de um terço de todos esses resíduos altamente perigosos para a saúde humana e meio ambiente são descartados sem nenhum cuidado pelos municípios brasileiros. 

O desafio de garantir que os resíduos de vacinação, como agulhas, seringas e ampolas sejam devidamente tratados deve ser pensado em todos os 5.570 municípios brasileiros, de Norte a Sul. Mais de 400 milhões de seringas, agulhas e ampolas serão descartadas. Esses resíduos perfurocortantes e contaminados, têm potencial de contaminar o solo e a água, além de trazer à tona riscos de acidentes, se tratados de forma incorreta. 

Cada brasileiro gera anualmente mais de 1.2 kg de resíduos de saúde (dados anteriores à pandemia). Ainda não sabemos qual o impacto da pandemia na quantidade de resíduos de saúde, pois com a vacinação, esse número vai aumentar muito em todos os municípios do Brasil. Assim como o aumento no volume, teremos aumento no descarte incorreto desses resíduos contaminados e perfurocortantes. 

Da mesma forma que o Ministério e as Secretarias de Saúde estão trabalhando na logística de distribuição das vacinas, municípios e estados devem se organizar para armazenar e descontaminar tais resíduos. O problema de logística também deve ser pensado; como as vacinas são levadas para locais remotos, as sobras de vacinação devem ser transportadas de forma segura e correta de volta para o seu tratamento. 


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