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Poluição atmosférica e a saúde humana

25 / 03 / 2020 Fique por Dentro

A atividade humana e sua concentração em cidades e espaços confinados vêm sendo relacionadas a um aumento progressivo da degradação do meio ambiente. Dentre fatores de degradação, a poluição atmosférica e a qualidade do ar têm grande destaque, devido ao impacto direto que causam na população humana e ecossistemas.

A poluição atmosférica pode ser definida como a presença de substâncias estranhas na atmosfera, resultantes da atividade humana ou de processos naturais, em concentrações suficientes para interferir direta ou indiretamente na saúde, segurança e bem-estar dos seres vivos.

As fontes naturais de poluição do ar são a queima acidental de biomassa (qualquer material derivado de plantas ou animais) e erupções vulcânicas, as quais podem ser consideradas as mais antigas fontes de contaminação do ar. As fontes antrópicas de poluição atmosférica são processos industriais, motores de automóveis, uso de combustíveis fósseis, tratamentos de resíduos e queimadas.

Os principais poluentes atmosféricos são os seguintes:

  • Monóxido de Carbono (CO) - O CO é um gás produzido principalmente pela combustão dos automóveis (90% das emissões) e sua concentração pode chegar a um nível 100 vezes maior nas cidades do que nas áreas próximas.
  • Dióxido de Enxofre (SO2) - É um gás produzido naturalmente, mas também pela queima de combustíveis fósseis em indústrias, refino de minérios, poeira da agricultura e pecuária, entre outros.
  • Óxidos de nitrogênio (NOX) - As principais fontes de óxido nítrico (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2) são os motores dos automóveis e, em menor escala, as usinas termoelétricas, indústrias, fogões a gás e o cigarro.
  • O material particulado -  é uma mistura de partículas líquidas e sólidas em suspensão no ar. Sua composição e tamanho dependem das fontes de emissão. São emitidas por processos naturais, mas também pela queima de combustíveis fósseis e vegetais em indústrias. Além de reduzir a visibilidade e danificar materiais e construções, aumentam a incidência e a gravidade de doenças respiratórias.

Diferentes fatores influenciam na concentração de poluentes atmosféricos nas cidades, como a quantidade de veículos automotores, processos fabris, localização geográfica, quantidade de áreas verdes (árvores possuem a capacidade de filtrar poluentes atmosféricos e servem de bioindicadores de poluentes) e condições atmosféricas como, por exemplo, ventos possuem capacidade de dissipar ilhas nuvens de poluentes, assim como as chuvas podem condensar os elementos e limpar o ambiente, até mesmo a altura das edificações pode influenciar na velocidade do vento e, consequentemente, na dispersão dos poluentes no tecido urbano. 

IMPACTOS DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA SAÚDE

Segundo informações apresentadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), 9 a cada 10 pessoas respiram ar com níveis elevados de poluentes todos os dias. Por consequência, aproximadamente 7 milhões de pessoas morrem a cada ano por doenças causadas pela exposição ao ar poluído, essas incluem câncer de pulmão e pneumonia.

Os problemas provenientes da poluição atmosférica começaram a ser considerados como uma questão de saúde pública a partir da metade do século XX, quando um processo global de urbanização foi desencadeado. Em 2018 mais de 84% da população vivia em áreas urbanas, conforme dados do IBGE.

A exposição excessiva a poluentes atmosféricos acarreta principalmente em problemas respiratórios crônicos em adultos, como bronquites e fibroses pulmonares, infecções respiratórias e até mesmo asma em adultos e crianças. Conforme variados estudos, alguns autores relacionam a poluição atmosférica até mesmo com doenças cardiovasculares, mesmo quando as concentrações dos poluentes na atmosfera não ultrapassam os padrões de qualidade do ar vigentes.

Para monitorar estes poluentes, o Conselho Nacional do Meio Ambiente com a Resolução CONAMA nº 491/2018 estabelece padrões de qualidade do ar. Esses padrões são medidos por estações automáticas, públicas ou privadas. No Estado do Rio Grande do Sul apenas 5 cidades monitoram a qualidade do ar, sendo que 18 Estados do Brasil não possuem nenhuma estação para essa finalidade.

Para minimizar a falta de dados sobre a qualidade do ar que respiramos, é fundamental que o poder público invista e monitore estações para medir a qualidade do ar e aposte cada vez mais na manutenção e ampliação de espaços verdes, que auxiliam na filtragem dos poluentes e dissipam a poluição. Estudos também devem ser estimulados para conhecermos cada vez mais a interação de poluentes atmosféricos com as enfermidades relacionadas.

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