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Quais as consequências da fumaça das queimadas do pantanal para a saúde humana?

29 / 10 / 2020 Fique por Dentro

No ano de 2019 as queimadas na floresta amazônica liberaram grandes quantidades de fumaça na atmosfera. Nesse ano de 2020, em plena pandemia do Covid-19, os focos de incêndio se concentraram no pantanal, com a fumaça chegando a estados da região sudeste e sul.

Mas qual a consequência das queimadas na saúde humana?

Conforme dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública do estado do Mato Grosso, até 19 de outubro, houve um aumento de 89% nos casos de incêndio florestal no estado, chegando a quase 4.000 focos de incêndio e causando a destruição de mais de 26% da área da maior planície alagada do mundo e atingindo milhares de animais e plantas.

Nos últimos dias as chuvas que atingiram a região acabaram com a maioria dos focos de incêndio, mesmo assim a fumaça pode causar efeitos a longo prazo.

Entre os meses de agosto e setembro, cidades da região norte do país, como Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho registraram o ar poluído com monóxido de carbono (CO) com índices 3.360% acima dos limites máximos aceitáveis para a saúde humana (50 partes por milhão).

Quais os efeitos da fumaça na saúde humana?

Dois poluentes são os mais perigosos nas fumaças de queimadas:

  • Material particulado – formado por uma mistura de compostos químicos de vários tamanhos, sendo que as mais finas conseguem passar a camada epitelial, atingir os alvéolos pulmonares e chegar ao sangue nas trocas gasosas.
  • Monóxido de carbono - Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo.

A inalação da fumaça com esses dois compostos, causa diversos problemas, sendo os mais leves dor de cabeça, falta de ar, tosse seca, rouquidão e vermelhidão nos olhos.

Quanto maior o tempo de exposição à fumaça, mesmo em regiões distantes, mais agravados os sintomas ficam podendo agravar doenças prévias, como bronquite, rinite e asma.

Um estudo publicado pela revista Nature, em 2017, associa a exposição à fumaça com inflamação, danos genéticos em células do pulmão e possível evolução para câncer.

Após 72 horas de exposição à fumaça de queimadas, mais de 30% das células pulmonares morreram, mesmo as que sobrevivem continuam sofrendo com danos irreversíveis ao DNA e possível evolução para câncer de pulmão.

O que fazer se ocorrem queimadas na minha região?

  • Manter uma boa hidratação, consumindo entre dois a três litros de água todos os dias;
  • Evitar sair em horários nos quais a umidade do ar está baixa, geralmente entre 12h e 16h
  • Usar máscara ao sair na rua, evitar aglomerações e locais fechados;
  • Optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes;
  • Usar soro fisiológico para umidificar os olhos e o nariz constantemente;
  • Evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h. 

É importante se proteger e também proteger o meio ambiente para evitar que este tipo de situação afete a qualidade de vida de ambos. 

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