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Como a superpopulação está ligada aos problemas da geração de resíduos?

22 / 07 / 2021 Curiosidades

Imagine um planeta com apenas um terço da população atual vivendo nas mesmas cidades onde moramos, consumindo os mesmos alimentos, tendo acesso aos mesmos recursos. Esse era o cenário nos anos 50, quando a população mundial era equivalente a 2,5 bilhões de habitantes. Nos dias atuais, já passamos da marca de 7,7 bilhões. Embora o ritmo de crescimento populacional esteja cada vez menor, estimativas da Organização das Nações Unidas estimam que até o fim do século seremos 11 bilhões de habitantes, quando então a população tenderá a se estabilizar e depois diminuir.

Mesmo com a queda na taxa de natalidade, o crescimento populacional se dá pelo aumento da expectativa de vida, que chega a 80 anos em vários os países e passa dessa marca em muitos outros. As pessoas estão vivendo cada vez mais e melhor, mas isso nos chama a atenção por acarretar impactos ambientais, tais como a exaustão e escassez de recursos naturais.

Um dos problemas mais sérios será a geração e destinação correta (ou não) dos resíduos. Estimativas preveem que em 30 anos, metade da população mundial sofrerá as consequências de uma natureza gravemente desequilibrada, com a presença de escassez de alimentos, dificuldade de acesso à água potável, falta de coleta de resíduos e mais plásticos do que peixes nos oceanos.

Atualmente são gerados 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos, o que corresponde a uma média de 1,2 kg por pessoa/dia. Cerca de metade dessa quantidade é gerada por 15% dos países mais desenvolvidos do mundo. Mantido o ritmo de crescimento na geração de resíduos, em 2030 serão 2,2 bilhões de toneladas por ano e 4 bilhões em 2050, considerando a previsão populacional de 9 bilhões de habitantes. O que assusta é o fato da geração de resíduos, consequente demanda de recursos naturais e descarte incorreto aumentar muito mais rápido que o crescimento da população.

Falamos do custo ambiental disso, mas também devemos contar com o custo financeiro do gerenciamento dos resíduos. Cerca de 20 a 30% dos orçamentos municipais ao redor do mundo são direcionados para a coleta, tratamento e destinação dos resíduos. Entretanto, a conta poderia ser muito mais salgada, pois apenas 800 milhões de toneladas – das 1,4 bilhão geradas - são efetivamente coletadas. Ou seja, 600 milhões de toneladas de resíduos são lançadas diretamente no meio ambiente por ano, sem o menor tratamento ou recolha.

E a conta é bem simples para entender esse aumento exponencial na geração dos resíduos: a população cresceu rapidamente no século passado, teve acesso à renda, aumentou o padrão de consumo e, consequentemente, a produção de resíduos. Conforme o nível de desenvolvimento/riqueza de um país aumenta, a fração orgânica do resíduo diminui e o número de embalagens plásticas, metais, vidros e papéis aumenta.

O mercado global de resíduos movimenta mais de 400 bilhões de dólares por ano ou 2 trilhões de reais, em cotação atual. Mesmo com um percentual baixo de reciclagem e de reaproveitamento do lixo em diversos cantos do mundo, esse número poderia facilmente duplicar ou triplicar se houvesse mais empenho de governos e aplicação das legislações ambientais em sua totalidade.

Não existe uma solução mágica e única para o problema de resíduos agora e no futuro, tudo que envolve a coleta, tratamento e destinação final de resíduos é cara e possui um impacto ambiental elevado. O desafio é escolher quais as melhores alternativas, diante do cenário de cada país ou município.

 

https://jra.abae.pt/plataforma/artigo/sobrepopulacao-mundial-e-as-suas-consequencias-ambientais/

https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/superpopulacao-mundial-impacto-natureza/

https://administradores.com.br/artigos/crescimento-da-populacao-consumo-e-impacto-ambiental


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