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Zoológicos: por que ainda existem e qual a sua função?

29 / 04 / 2020 Curiosidades

A definição de zoológico é bem conhecida pelo público em geral como o local de visitação a espécies de animais nativos ou exóticos. A terminologia da palavra tem a sua definição como o local para o estudo dos animais.

A legislação brasileira define como qualquer espaço com coleção de animais silvestres, mantidos em cativeiro ou semiliberdade e que estejam expostos à visitação pública.

A história nos conta que o primeiro zoológico tem mais de 5 mil anos, no antigo Egito, mas hoje em dia ainda seguem atuais. No Brasil temos mais de 100 parques ou centros de exposições de animas.

Mas afinal, qual a necessidade de manter os animais em cativeiro?

Os zoológicos possuem 3 grandes objetivos e mesmo no século XXI tem o seu papel de grande importância na ecologia mundial e local.

  • Reabilitação e reintrodução de espécies – o último local que tenta se manter um animal é em cativeiro, mas por vezes é a melhor saída ou então o animal não tem condições de sobreviver por conta na natureza. Em casos de apreensão de fauna silvestres, sempre tenta-se a soltura dos espécimes, mas caso haja alguma impossibilidade, centros de conservação tratam os animais e posteriormente soltam no seu habitat. Quanto maior o tempo de cativeiro ou habituado à presença humana, menores são as chances de voltar à liberdade.
  • Repositório genético e conservação de espécies – diferentes categorias de risco de extinção são classificadas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a última delas antes da extinção total é “Extinto na Natureza”, dessa forma apenas restando espécies em cativeiros e zoológicos. Utilizar esses criadouros como centros de reprodução e conservação de espécies para posterior reintrodução na natureza é um dos objetivos dos criadouros conservacionistas.
  • Educação ambiental – demonstrar a importância do equilíbrio ambiental e o papel de cada espécie é uma das formas de se trabalhar a educação ambiental nesses recintos, também nos ajuda e compreender a ecologia e modo de vida destas espécies difíceis de se ver em liberdade.

Muitas espécies só existem em cativeiro e a sua reprodução faz aumentar o número de exemplares já ameaçadas. Quando um animal reproduz em cativeiro, é sinal que ele tem todas as suas necessidades fisiológicas e de conforto atendidas.

Um dos melhores exemplos é a ararinha-azul, personagem do filme Blue, no mês de março o Brasil recebeu mais de 40 ararinhas que viviam em cativeiro na Alemanha. Originalmente essa espécie vivia no semiárido baiano e sua população foi totalmente exterminada por causa do tráfico ilegal de animais e destruição do seu bioma.

Através de um programa de reintrodução na natureza, há planos para a soltura dessa espécie em liberdade nos próximos anos, tudo isso só será possível em função de serem animais que viviam em zoológicos e em criadouros conservacionistas.

Quando falar ou pensar de zoológicos, lembre-se da grande importância que esses locais possuem para a conservação de animais e espécies, mesmo que a condição não seja a ideal, nenhum deles têm condição viável cientificamente de voltar à natureza.

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