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Horário de verão: economia de energia ou costume histórico?

05 / 11 / 2020 Curiosidades

Você já parou para pensar qual é o real impacto do horário de verão? 

O horário de verão foi criado em 1784, nos Estados Unidos, quando houve o adiantamento do relógio em uma hora para fazer mais atividades ao longo do dia, sem a intenção de economia.

No Brasil, foi adotado pela primeira vez em 1931, por Getúlio Vargas e, desde então, foi e voltou várias vezes. Sendo adotado principalmente por estados do Sul e Sudeste desde 1985.

Nos anos 1930 a economia de energia era gritante, pois grande fatia do consumo era para iluminação, com as ineficientíssimas lâmpadas de tungstênio, que geram mais calor do que luz.  Hoje em dia, lâmpadas incandescentes foram substituídas por LED, dias mais longos e quentes requerem cada vez mais o uso do ar-condicionado.

Nos dias de verão, o maior pico de consumo de energia elétrica é entre 14h e 15h, período mais quente do dia, onde o uso do ar-condicionado é maior.

Diferente de alguns anos atrás, quando o maior consumo era entre 17h e 20h, período que as pessoas chegavam em casa, ligavam as luzes e tomavam banho, o chuveiro passou a ser o segundo maior vilão da conta de luz, depois do ar-condicionado.
A economia que já foi relevante, foi irrisória no último ciclo realizado.

Apesar de não haver divulgação oficial da redução do consumo pelo Operador do Sistema Interligado Nacional, as concessionárias de energia estimaram uma redução de 0,14% em 2018/2019, em algumas localidades.

Pouco, talvez nem seja economia e sim uma simples variação no consumo. A manutenção do horário de verão se mantém muito mais por questão cultural do que por economia.

Economia de energia ou dias mais longos para serem melhor aproveitados, parece que nenhum dos argumentos foi capaz de convencer 53% dos brasileiros que participaram de uma pesquisa, no ano de 2019, sobre o horário de verão.

A maior parte da população vê mais pontos negativos do que positivos em adiantar em uma hora o seu relógio.

Apesar de beneficiar setores como bares e restaurantes, estimular que as pessoas fiquem mais na rua e movimentem o comércio local, acordar mais cedo pode trazer problemas para a saúde, pesquisas apontam que o período de transição pode afetar as pessoas com falta de atenção, sono fragmentado e problemas de memória.

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